segunda-feira, 25 de maio de 2015

Filmes autismo e educação

Confira 5 filmes sobre autismo e educação


           Na escola, em casa, na família, na comunidade. As relações que diariamente estabelecemos e vivemos nos convidam a pensar sobre o Outro e sobre nós mesmos. Quando alguém é diferente, somos testados a vencer preconceitos e a nos dispormos a aprender com aquilo que não temos. Disponho o nome de cinco filmes sobre relações educativas com pessoas diagnosticadas com a síndrome do espectro autista. Discutindo preconceitos, aprendizagens e ensinamentos, as histórias inspiram, acima de tudo, o respeito e a compreensão da identidades e formas únicas de perceber o mundo. Boa Reflexão!!!

Meu nome é rádio (2003)
Baseado em fatos reais, o filme “Meu nome é Rádio”, conta a história de um estudante diagnosticado como autista, que depois de sofrer inúmeros preconceitos, acaba recebendo o apoio de um professor, que também é treinador do time de futebol de uma escola no interior dos Estados Unidos. A amizade e relação de confiança desenvolvida entre os dois modifica não só suas vidas, mas toda a dinâmica do colégio e da comunidade.

Uma Viagem Inesperada (2004)
O filme, inspirado em fatos reais, conta a história de Corine, uma mãe que realiza o possível e o impossível para garantir a inclusão educacional e social de seus filhos gêmeos, ambos diagnosticados com autismo. Corine enfrenta instituições públicas, a própria família e sua comunidade para garantir às crianças respeito, dignidade e inclusão efetiva.

O nome dela é Sabine (2007) (Só encontrei o trailler)
Em documentário, a atriz Sandrine Bonnaire discorre de forma muito sensível sobre a vida e história de sua irmã Sabine, diagnosticada com autismo. Em imagens e depoimentos coletados por 25 anos, nos aproximamos de uma infeliz estadia de Sabine no hospital psiquiátrico e do seu reencontro com a felicidade, quando ela passa a viver em uma casa com estrutura adaptada. O filme, nas vozes das irmãs, discute o despreparo de instituições e de parte da sociedade a lidar com o tema e o mal que esse despreparo causa às pessoas autistas e suas famílias.

Mary e Max (2009) (não encontrei legendado)
Vencedora de inúmeros prêmios, a animação “Mary e Max” conta a história real de Mary, uma garotinha muito solitária, que vira grande amiga de Max, um adulto, diagnosticado com Asperger e que tem grandes dificuldades de estabelecer uma vida social. Por meio de cartas, a amizade acompanha Mary em sua infância, juventude e passagem para a vida adulta e Max, no envelhecimento. Muito sensível, o filme é um verdadeiro convite à alteridade, apresentando como relações de amizade, independentemente de sua configuração ou da forma que se estabelecem, são verdadeiramente educativas.

Son-rise: meu filho, meu mundo (1979)
O filme narra a história autobiográfica da família que, na década de 70, fundou o método Son-rise. Polêmico – já que parte dos especialistas defende que ainda não há cura para o autismo – , o filme apresenta como um casal, por meio de uma abordagem intuitiva, conseguiu se aproximar de seu filho, diagnosticado com autismo. Para além da discussão da cura, a história e o método inspiraram trabalhos educacionais e de desenvolvimento da criança autista.

domingo, 24 de maio de 2015

Entrevista

Entrevista com um educador sobre dificuldades enfrentadas no exercício da função com alunos portadores de deficiências físicas ou mentais 



Nome do entrevistado: Maria Sueli do Nascimento                               Idade: 38 anos
Quantos anos na profissão: 22 anos
Quantos alunos na turma: 30 crianças
Faixa etária: 06 á 14 anos
Escola: Instituto Dona Ana Rosa (Organização sem fins lucrativos)
Formação: Pedagogia e Pós em Gestão Escolar
Questionário
Na sua sala tem crianças especiais? Quais deficiências que apresentam essas crianças?
Atualmente atendemos uma jovem de 10 anos, com Síndrome de down

Já trabalhou anteriormente com alunos portadores de deficiência?
Sim, crianças com déficit de atenção e dislexia.

Quais os métodos que utilizou para ajudar a criança na aprendizagem?
Primeiramente vale ressaltar que por não sermos escola especializada com profissionais preparados para trabalhar com crianças e jovens com questões especificas (deficiência), temos dificuldades de preparar material apropriado e até mesmo entender as reais necessidades e limitações. De inicio fazemos uma pesquisa da deficiência e como contribuir no aprendizado, envolvemos a família (com informações de nascimento, saúde, hábitos, limitações etc...). No dia a dia descobrimos as capacidades e limitações no sentido de contribuir com a aprendizagem. Vale mencionar que a forma usual de comunicação é a língua oral, porém utilizamos de recursos como mímica, ilustrações e áudio para estabelecer uma comunicação significativa. Toda a sala fica sabendo da deficiência e das limitações, a jovem recebe elogios dos avanços e progressos, porém não chamamos atenção com algo que necessita ficar atento.

Qual foi a maior dificuldade?
Nós educadores não apresentamos experiência especifica e muitas vezes agimos no intuitivo e emocional. A maior dificuldade é interpretar as reais necessidades para contribuir na formação e desenvolvimento do educando. O planejamento também é um grau de dificuldade, porque devido ao pouco tempo de planejamento fica difícil a flexibilidade e adaptações nas propostas de atividade. 

Como docente, qual a sensação de ter um aluno especial e saber que você esta ajudando-o a se desenvolver cada dia melhor?
 Poder explorar as vivências das crianças com síndrome de Down muda nossos conceitos e visão de aprendizagem, vibramos com cada conquista, cada olhar, cada gesto. Para a turma de um modo geral traz o valor do respeito ao próximo de forma prática, pois é uma ótima estratégia para trabalhar valores humanos. A criança socializa com a turma da mesma forma e reivindica posturas dos demais colegas.
Conviver com o diferente desperta na gente o desejo do autoconhecimento. Se meu colega tem esse ou aquele limite, quais são as minhas limitações? Como posso melhorar? Percebemos um grau de amadurecimento por parte de alguns.

Quais atividades proporciona?
Participa de quase todas as atividades, dinâmicas de grupo, desenhos e trabalhos manuais. A criança é estimulada a apresenta respostas cognitivas e emocionais, sua avaliação é diferente, até porque acompanhamos as etapas de sua evolução ao longo do ano, sempre o comparando com ele mesmo, dentro de suas potencialidades.

Qual a vantagem para um aluno sem deficiência estudar ao lado de uma criança com deficiência?  
Eu diria que o ganho é mútuo, pois as outras crianças que convivem com outras crianças com deficiência certamente se tonarão adultos mais tolerantes.

Como é a participação dos alunos deficientes em suas aulas?
A participação é diferenciada dos demais, porém muitas vezes nos surpreendemos com a agilidade e grau de raciocínio em determinadas atividades. Jogos que envolvem coordenação motora, jogo da memória, etc. A repetição de movimentos e orientações se dá a todo momento.

Como é desenvolvido o processo de avaliação com esses alunos?
Semestralmente e gradativamente acompanhamos a evolução da criança. Devido o fato de temos apenas um com deficiência possibilita um olhar mais atento à evolução na aprendizagem.

O que é educação inclusiva para você?
Educação Inclusiva é apoiar, compreender que temos que criar várias formas de ensinar, tipo de educação que usa a integração dos “alunos especiais” ao ensino regular, isto é incluí-los integralmente na sociedade.
A educação inclusiva para mim é onde todos os alunos tem o direito de estudar em classes com alunos ditos normais sem distinção onde estes apenas recebem um maior apoio com atividades diferenciadas.

O professor está preparado para a inclusão?
A formação de professores é um aspecto que merece ênfase quando se aborda a inclusão. Muitos dos futuros professores sentem-se inseguros e ansiosos diante da possibilidade de receber uma criança com necessidades especiais na sala de aula. Aqui na Organização por se tratar de atividades socioeducativas, essa insegurança não é tão temida, visto que podemos explorar outros recursos e criatividade para inserção da criança com deficiência. 


quinta-feira, 21 de maio de 2015

Meu amigo diferente é especial


“Meu amigo diferente é especial”
       Pensar em um trabalho com o tema "Inclusão"  em uma sala multisseriada por onde começar a discussão? Podemos começar escutando as próprias crianças sobre o título "Meu amigo diferente é especial". O que eles entendem por ser diferente e especial? Porque alguém é especial? Quais são as diferenças? O que poderemos fazer para diminuir essa diferença? entre outras perguntas. A proposta feita para algumas crianças foi desenhar um Amigo Especial e responder um pequeno questionário.













quarta-feira, 20 de maio de 2015

Livros para trabalhar a inclusão

Livros infantis para trabalhar a inclusão com os alunos

     Os profissionais dedicados à educação em geral em muitos momentos necessitam de material de apoio que permita tornar a leitura mais acessível principalmente naquelas salas onde se tem uma criança especial. Os livros ajudam os alunos a entender um pouquinho melhor sobre a deficiência e a diferença de cada um.
     Utilize os livro para valorizar as infinitas diferenças que existem entre cada criança, e não para fortalecer a imagem do aluno com algum tipo de deficiência.
    Nada melhor do que ter a iniciativa e tentar aproximar e estimular o caminho da leitura a todos eles, contribuindo para romper com as barreiras na comunicação e tornando mais compreensível o mundo dos especiais a todos os alunos.



 

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